2001
13º
·
Às vezes tento me imaginar
Sendo o 13º dos grandes físicos,
Mas ao pensar em todo tempo,
Eu tenho tempo para chorar
E ver que todos gênios são, somos culpados das armadilhas dos pagãos.
Cálculos de pura mágia usados para matar a alegria.
Às vezes tento imaginar
Einstein chorando por ver
Que sua formula EMC, fez tantas crianças morrer.
E olha o desespero dos criadores da bomba, amaldiçoados,
Sofrendo como a morte de um grande amor.
Mesmo sabendo que podem criar bombas atômicas, pois não creio em cargas.
Parto do príncipio que deste azar peço Deus para me livrar.
Às vezes fico imaginando
Kepler e Galileu, estudando os astros e seus movimentos.
Atraídos pelo brilho da bela lua cheia.
Com medo de serem queimados e humilhados.
Só porque descobriram que Deus estpa errado.
Mesmo sabendo da sua perfeição e de nossos erros.
Às vezes imagino
Todas as forças unificadas, mesmo sabendo que elas são.
E se Newton errou, como eu errei no meu amor.
Esquecendo de ver as forças invisíveis e infinitas
Um espaço que não existe o nada, só o tudo.
Mas somos o nada em movimento
Às vezes, mas imagino
Que ao morrer vamos voar
A 3 a 10 a 8º, mais rápidos que caças.
Em direção ao juízo geral
E ao ver deus irei chorar
Pois ele é o pai das leis da física
E rangerei meus dentes de alegria, no perdão geral.
Às vezes. Imagine!
Todos os gênios reunidos, falando da vida, da fé.
E vendo uns aos outros, vi que não sabemos por saber de mais,
Mas sabemos que tudo que temos é por sermos humildes
Humildes mesmo querendo ser perfeitos em tudo como Deus
Ou ao menos melhores para agradecer ao bom Deus
Por ter nos dado a dádiva, a glória, de chegarmos perto da criação.
Às vezes tento imaginar
Se o amor, que é Deus, nos faz incertos para duvidar
Das incertezas, do nosso olhar, da vida.
Duvidar e ter medo de errar, mas eu não vou
Perder a amizade, apenas quero, formular uma teoria nova
Que o amor só existe no momento que se é amigo
Ser o 13º e ter o azar de saber tudo e não saber achar a sua fé.